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Os relógios de luxo que marcam o grid da Fórmula 1

Precisão, tecnologia e prestígio global: entenda por que marcas como TAG Heuer, Richard Mille e IWC escolhem a Fórmula 1 para construir valor e fortalecer sua identidade no mercado de luxo.

17/04/2026
Fonte: Banco de Imagens / Freepik

Os relógios de luxo dos pilotos da F1 chamam atenção porque unem dois universos que falam a mesma língua. 

De um lado, a Fórmula 1 vive de precisão, desempenho e imagem. Do outro, a alta relojoaria constrói seu valor em cima de técnica, materiais avançados, tradição e identidade de marca. 

Quando esses dois mundos se encontram, o resultado vai além de um acessório no pulso. 

Esse vínculo ficou ainda mais visível em 2025, quando a TAG Heuer voltou ao posto de Official Timekeeper da Fórmula 1. 

No anúncio, a categoria também relembrou que a marca foi a primeira maison de luxo a ter seu logotipo em um carro de F1, em 1969, e a primeira a patrocinar uma equipe, em 1971. Isso ajuda a mostrar que a relação entre relojoaria e automobilismo não é recente. Ela já faz parte da própria história do grid. 

Por que a Fórmula 1 atrai tantas marcas de relógio?

A Fórmula 1 oferece algo raro para o mercado de luxo: visibilidade global com contexto técnico. O relógio aparece em um ambiente onde engenharia, leveza, resistência e performance fazem parte do discurso todos os dias. Isso cria uma associação muito direta entre produto e cenário.

Na prática, essa aproximação se sustenta em alguns pontos centrais:

  • Precisão, porque o tempo está no centro do esporte;

  • Imagem, já que o paddock funciona como vitrine global;

  • Tecnologia, com materiais e soluções que conversam com a linguagem da relojoaria;

  • Identidade de marca, já que equipes e pilotos ajudam a transformar relógios em símbolos visuais. 

Por isso, quando uma maison entra no paddock, ela não está apenas comprando exposição. Ela está se posicionando dentro de uma cultura ligada à precisão, inovação e alto desempenho. 

É exatamente esse ponto que torna a Fórmula 1 tão valiosa para a alta relojoaria. 

TAG Heuer segue como a face mais visível dessa conexão

Entre todas as marcas ligadas à Fórmula 1, a TAG Heuer continua sendo uma das mais reconhecidas.

 Além da volta à cronometragem oficial da categoria, a maison mantém parceria com a Oracle Red Bull Racing desde 2016. Essa presença não aparece apenas nos contratos: ela também se desdobra em relógios inspirados na equipe, com cores e elementos visuais ligados ao universo da Red Bull. 

Isso ajuda a entender por que a TAG Heuer ocupa um lugar tão forte nesse imaginário. No grid, o relógio deixa de ser um objeto isolado e passa a fazer parte da narrativa esportiva da equipe. 

IWC e Mercedes mostram o relógio como parte da equipe

A parceria entre IWC e Mercedes-AMG PETRONAS ajuda a ampliar esse raciocínio. A marca suíça informa que desenvolveu relógios especiais e modelos oficiais de equipe com materiais como titânio, cerâmica e Ceratanium®, além dos detalhes em verde PETRONAS. 

Essas peças também aparecem com engenheiros, mecânicos e estrategistas no ambiente de pista.

O vínculo vai além do coletivo. George Russell recebeu edições limitadas criadas em parceria com a IWC, mostrando como a relojoaria pode transformar a presença de um piloto em linguagem de produto. 

Ferrari e Richard Mille levam essa relação para outro patamar

Na Ferrari, a conversa com a relojoaria ganha um tom ainda mais técnico e exclusivo. 

A Richard Mille mantém uma parceria multianual com a marca italiana que cobre a Fórmula 1 e outras frentes de competição da escuderia. Isso mostra uma aproximação mais ampla, pensada para ligar performance e imagem em diferentes níveis. 

Essa conexão também aparece nas peças desenvolvidas em conjunto. O RM UP-01 Ferrari e o RM 43-01 Ferrari ajudam a traduzir o universo da escuderia em relógios de alta complexidade. 

Ao mesmo tempo, Charles Leclerc aparece entre os nomes ligados à Richard Mille, reforçando a associação entre piloto, marca e presença no grid. 

Outras marcas ampliam o mapa do paddock

Esse universo não se resume aos nomes mais óbvios. A H. Moser & Cie. define sua colaboração com a Alpine Motorsports como um encontro entre elite motorsport e high horology. A marca criou peças como a Streamliner Alpine Drivers Edition e a Mechanics Edition, ambas inspiradas diretamente no ambiente dos monopostos. 

A TUDOR também aparece nesse cenário com a Visa Cash App Racing Bulls, com versões de relógios conectadas à identidade visual da equipe. Já a Girard-Perregaux segue ao lado da Aston Martin Aramco em uma parceria renovada em 2024, reforçando como a relojoaria continua encontrando na Fórmula 1 um espaço consistente para construir valor e presença de marcas.

O que esses relógios dizem sobre o mercado de luxo?

Os relógios de luxo no grid ajudam a explicar uma mudança importante no mercado. Hoje, o valor dessas peças não depende apenas da mecânica ou da tradição da maison. 

Ele também passa pela narrativa que a marca consegue construir em torno do produto.

Na Fórmula 1, essa narrativa ganha um palco perfeito. O relógio se conecta a velocidade, prestígio, inovação e visibilidade global. Por isso, olhar para os relógios que cercam pilotos e equipes também é uma forma de entender como o luxo contemporâneo se comunica: com técnica, imagem e contexto ao mesmo tempo.

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