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Além de Rolex e Patek: marcas que estão ganhando força entre colecionadores

18/06/2026
Imagem/Reprodução: Site Jaeger-LeCoultre

Rolex e Patek Philippe costumam aparecer primeiro quando o assunto é relógio de luxo colecionável. As duas marcas têm peso histórico, desejo global e presença forte no mercado secundário.

Mas a relojoaria vai muito além dos nomes mais previsíveis. Para quem acompanha esse universo com mais atenção, outras maisons também vêm ganhando espaço nas conversas entre colecionadores, seja por legado técnico, identidade estética, história militar, ligação com a aviação ou relevância em movimentos mecânicos.

Tudor, Jaeger-LeCoultre, IWC, Panerai, Zenith e Breitling são bons exemplos. Cada uma delas ocupa um lugar próprio dentro da alta relojoaria e ajuda a mostrar que colecionar relógios é entender repertório, contexto e coerência entre marca, modelo e história.

O que faz uma marca ganhar atenção entre colecionadores?

Uma marca se torna interessante para colecionadores quando consegue construir valor além do logotipo. Isso envolve consistência, identidade e uma narrativa reconhecível.

Em alguns casos, a força vem da técnica. Em outros, da ligação com universos específicos, como mergulho, aviação, automobilismo, expedições ou design militar. 

Também há marcas que se destacam pela capacidade de preservar códigos históricos e, ao mesmo tempo, atualizar suas coleções para um público mais novo.

Entre os pontos que costumam pesar na percepção dos colecionadores, estão:

  • História da maison e relevância dentro da relojoaria;

  • Modelos com identidade visual clara;

  • Movimentos ou complicações reconhecidos;

  • Presença em nichos específicos, como aviação ou mergulho;

  • Boa leitura no mercado secundário;

  • Equilíbrio entre tradição, preço e desejo.

Esses fatores ajudam a explicar por que algumas marcas saem do segundo plano e passam a receber mais atenção de quem acompanha relógios com olhar mais técnico.

Tudor

Durante muito tempo, a Tudor foi lembrada principalmente pela relação com a Rolex. Essa origem continua importante, mas já não define sozinha a marca.

Criada a partir da visão de Hans Wilsdorf, fundador da Rolex, a Tudor nasceu com a proposta de oferecer relógios confiáveis em uma faixa mais acessível. 

Com o tempo, construiu uma identidade própria, especialmente em modelos esportivos, relógios de mergulho e peças inspiradas em design vintage.

Hoje, linhas como Black Bay, Pelagos e 1926 mostram como a marca equilibra tradição e linguagem contemporânea. 

Para colecionadores, Tudor chama atenção justamente por esse ponto: é uma marca com herança forte, mas que não parece presa apenas ao passado.

Ela conversa com quem busca relógios robustos, bem construídos e com personalidade, sem entrar necessariamente na lógica de disputa extrema que envolve alguns modelos Rolex.

Jaeger-LeCoultre

A Jaeger-LeCoultre ocupa um espaço diferente. Em vez de ser lembrada apenas por um estilo visual, a maison carrega reputação ligada à engenharia relojoeira, aos calibres e ao domínio técnico.

Fundada em 1833, na Vallée de Joux, a marca é reconhecida por reunir dentro da própria manufacture diversas etapas de criação, desenvolvimento e produção de seus relógios. Essa capacidade técnica ajudou a construir sua imagem entre colecionadores que valorizam mais do que o design externo.

O Reverso é seu modelo mais conhecido. Criado originalmente com uma caixa reversível, tornou-se um dos relógios retangulares mais importantes da relojoaria. É elegante, reconhecível e carrega uma proposta muito própria.

Para quem busca uma peça com discrição, história e sofisticação técnica, Jaeger-LeCoultre costuma aparecer como uma alternativa menos óbvia e muito respeitada.

IWC

A IWC Schaffhausen tem uma história marcada pela união entre engenharia e relojoaria suíça. Fundada em 1868 por Florentine Ariosto Jones, a marca nasceu com a proposta de combinar técnicas industriais modernas com o saber-fazer suíço.

Essa origem ajuda a explicar por que a IWC é tão associada a relógios funcionais, limpos e bem construídos. Suas coleções ligadas à aviação, como os Pilot’s Watches, têm presença forte entre entusiastas. 

Já linhas como Portugieser, Ingenieur e Aquatimer mostram outros lados da marca: elegância, precisão e resistência.

Para colecionadores, a IWC costuma atrair pela clareza de identidade. Seus relógios têm presença no pulso, linguagem técnica e uma estética que evita excessos.

É uma marca para quem gosta de design objetivo, história de engenharia e peças que funcionam bem tanto em contextos formais quanto esportivos.

Panerai

Poucas marcas têm uma identidade visual tão forte quanto a Panerai.

A maison ficou conhecida pela ligação histórica com a Marinha Italiana e por relógios criados para leitura clara em condições exigentes. Radiomir e Luminor se tornaram nomes importantes justamente por carregarem essa herança de instrumento técnico, caixa robusta e mostrador altamente legível.

O design Panerai tem proporções marcantes, linguagem militar e uma presença que costuma dividir opiniões. Para colecionadores, esse é parte do charme.

A marca atrai quem busca relógios com personalidade imediata, história naval e uma estética muito própria. Em um mercado cheio de códigos parecidos, Panerai se destaca por ser reconhecida à distância.

Zenith e Breitling

Zenith e Breitling merecem atenção especial quando o assunto é cronógrafo.

A Zenith entrou para a história com o El Primero, apresentado em 1969 como um calibre cronógrafo automático de alta frequência. O nome segue sendo uma das grandes referências quando se fala em movimentos mecânicos relevantes para a relojoaria moderna.

A Breitling, por sua vez, construiu uma forte ligação com a aviação. O Navitimer, lançado nos anos 1950, ficou conhecido por combinar cronógrafo e régua de cálculo circular, recurso pensado para pilotos. Essa associação entre função, instrumento e estilo permanece como parte central do imaginário da marca.

Para colecionadores, as duas maisons mostram caminhos diferentes. A Zenith fala muito com quem valoriza movimento, precisão e história mecânica. A Breitling conversa com quem gosta de relógios instrumentais, ligados à aviação, aventura e presença esportiva.

Como escolher marcas além das mais óbvias?

Olhar além de Rolex e Patek significa ampliar repertório.

Cada maison tem um tipo de força. Algumas são mais técnicas. Outras, mais emocionais. Algumas atraem pelo design. Outras, pela história de uso em contextos reais, como aviação, mergulho ou ambiente militar.

Antes de escolher uma peça, vale observar:

  • Qual é a história da marca;

  • Quais modelos são mais reconhecidos;

  • Se o relógio tem identidade própria;

  • Como está o estado de conservação;

  • Se há documentação e procedência;

  • Se o modelo faz sentido para uso, coleção ou revenda.

Esse cuidado ajuda a evitar compras guiadas apenas por fama ou tendência. No mercado de luxo, a melhor escolha costuma unir desejo, informação e coerência.

Colecionar também é construir repertório

Tudor, Jaeger-LeCoultre, IWC, Panerai, Zenith e Breitling mostram que a alta relojoaria é feita de caminhos diferentes. Há espaço para herança militar, engenharia, aviação, elegância clássica, cronógrafos históricos e design de forte personalidade.

Para quem coleciona ou deseja começar, conhecer essas maisons é uma forma de comprar melhor. Quanto mais repertório, mais fácil entender o que torna uma peça especial.

 

Para seguir explorando esse universo, acompanhe outros conteúdos do Blog da WebLuxury sobre modelos icônicos, mercado secundário e tendências da alta relojoaria.

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